De volta às fontes do evangelho.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

04:04 Posted by Unknown No comments

O jovem Cristão e o amor


Como me sinto sendo Cristão? Qual é a minha reação diante de Deus? O que acontece quando estou na presença gloriosa do Pai?  De fato sei que estas perguntas são quase impossíveis de responder, diante do universo de reações que temos nesse instante, mas essas sensações vão além do culto na igreja, elas permeiam nosso lar, a escola, ou onde estamos, por que uma vez que sentimos essa presença gloriosa em nossas vidas, ela invade todos os ambitos das mesmas. Atualmente Vivemos em um mundo onde se reverencia a criatura, ao invés do criador, onde se abraça sem receio  o pecado, e deixa se de lado no esquecimento, a santidade e tudo que é sacro aos olhos de Deus, tendo conhecimento, devemos nos sentir privilegiados por termos sidos eleitos dentre muitos para a salvação, no entanto, tendo essa graça incrível em nossas vidas, muitos se isolam num complexo de superioridade mesquinho e se recusam a propagar essa graça ao mundo, e isso é uma atitude até perversa, pois não devemos agir como o levita ou o sacerdote, que passaram de largo por uma homem que precisava de ajuda, mas devemos ser o samaritano que usou de compaixão para o moribundo e tratou-lhe as feridas demonstrando amor ao próximo. Por isso eu convido você jovem, pois como diz a bíblia com os jovens esta a força, e pedindo a Deus também sabedoria, vamos revolucionar o mundo com o amor de Deus, transmitindo-o  através da propagação da palavra e por nossas atitudes.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Nen tudo que Reluz é ouro !

04:56 Posted by Unknown No comments

Família protesta contra Assembleia de Deus por causa de ação de despejo

Ailton José Alves, presidente das Assembléias de Deus em Recife/PE

Uma rua fechada, bombeiros e muita confusão. Tudo isso aconteceu na última segunda-feira, 12 de setembro de 2011, e envolveu Rute Maria de Farias, 41, disse ter sido surpreendida por um oficial de justiça que lhe entregou uma ordem de despejo. Ela mora em Abreu e Lima (PE), no fundo de uma igreja. A cidade tem 94 mil habitantes e fica a 16 km de Recife.

Rute disse que o terreno no qual a sua casa e igreja foram construídas é um dos cincos doados pelo seu pai à Assembleia de Deus. Ela reconheceu que, por lei, o terreno pertence à igreja, mas ainda assim esperava um mínimo de consideração do pastor José Aílton Alves porque se trata de um homem de Deus.

“Sei que meu pai doou o terreno, mas não acreditava que o pastor Aílton fosse tirar a gente sem arrumar outro lugar”, disse. Rute está desempregada e com ela mora uma irmã, que não quis ter o seu nome divulgado. Ela afirmou que o pastor chegou a prometer R$ 15 mil para que encontrasse outro lugar para morar, o que não ocorreu.

A Assembleia de Deus divulgou que comprou o terreno, não sendo, portanto, uma doação de João José de Farias, o pai. Mas não conseguiu explicar por que Rute mora ali há 22 anos.

Ela conseguiu chamar a atenção da imprensa para o seu caso com uma manifestação. Com ajuda de vizinhos e primas, fez uma fogueira de pneus defronte à igreja.

Rute contou que seu pai era violento, de dar surras nos 12 filhos, mas era muito religioso, e o pastor se aproveitou disso para induzi-lo a doar os terrenos. Farias morreu há 17 anos e a sua mulher, há 9.

A igreja está tentando colocar as mulheres fora dali desde 2005, quando começaram a ser expedidas as primeiras ordens de despejo.

Rute disse não saber disso porque, como estava trabalhando, quem recebia o oficial de justiça era um irmão portador de deficiência mental que morava com ela. E ele, afirmou, nunca lhe entregou nenhuma ordem de despejo nem falou a respeito.

A Assembléia de Deus fez um pronunciamento sobre o protesto através de nota oficial. Confira na íntegra, o que diz o documento:

“A Igreja Evangélica Assembleia de Deus impetrou uma Ação no ano de 2005, tendo como objeto o imóvel de sua propriedade, comprado através de escritura pública em 1972, localizado na Rua Boa Esperança, 141, São José, nesta cidade do Recife, onde funciona regularmente um templo que atende a comunidade há mais de duas décadas.

A intervenção judicial foi pedida após a Igreja buscar manter por diversas vezes entendimento com o ocupante no sentido de não causar transtornos de qualquer espécie, restando, entretanto, inexitosos todos os esforços empreendidos.

A Igreja esclarece que o pedido foi todo fundamentado em documentos, e que a procura do Poder Judiciário se deu para que a Justiça, de forma isenta, se pronunciasse acerca dos direitos das partes envolvidas”.

O Sonho "Diabólico" de Ellen G. White

04:48 Posted by Unknown No comments


Robson Ramos

Ela “conversou” com “Tiago White” depois de morto e repetiu o erro do rei Saul, ouvindo conselhos do inimigo de Deus como se fossem uma mensagem inspirada, vinda através de um defunto. Como não há registro de que tenha se arrependido por isso, não é de se estranhar que para a reunião de 1888 da Conferência Geral, Deus já houvesse escolhido novos mensageiros.
Numa carta enviada a seu filho W. C. White em 12 de setembro de 1881 e arquivada pelo White Estate, Ellen G. White afirma que estivera clamando ao Senhor por alguns dias em busca de luz com respeito a seu dever, logo após a morte de seu marido. Certa noite teve um sonho espiritualista, cuja origem ela atribuiu a Deus e acreditou que houvesse ocorrido em resposta às suas orações!
Sonhou que estava dirigindo uma carruagem, quando o seu marido, Tiago White, que falecera em 6 de agosto, apareceu-lhe e assentou-se a seu lado. Em lugar de repreender e expulsar de sua mente em nome de Jesus aquele mensageiro do Mal, a irmã White tragicamente saudou-o com alegria, dizendo que estava feliz por tê-lo de seu lado mais uma vez, embora soubesse que não poderia tratar-se de seu marido.
Que coisa terrível, irmão! Na carta ao filho, ela confessa que teria dito: “Papai”, — era assim que tratava seu esposo — “teria o Senhor me ouvido e deixado que voltasse para junto de mim para que continuemos nosso trabalho juntos?”  Então, aquela assombração diabólica teria olhado muito triste para ela e dito que “Deus sabia o quer era melhor para os dois”! Em seguida, pôs-se a aconselhá-la, como fez com o rei Saul, quando este consultou a médium de En-Dor.
O Diabo disfarçado de Tiago White disse a nossa pobre irmã que ela e o marido não deveriam ter se doado tanto à causa de Deus, que eles haviam se desgastado fisicamente a troco de nada, que os esforços deles não eram reconhecidos, que suas motivações eram sempre mal interpretadas, que ambos deveriam ter deixado outros fazerem o trabalho…
E então, sugere que ela a partir dali não deveria mais se envolver com tantas reuniões importantes, como fizera no passado, que recusasse os convites para pregações e que descansasse livre de cuidados e preocupações. Que quando tivesse vontade e forças, escrevesse, porque poderia fazer muito mais pela pena do que pela voz.
Em seguida, conforme o relato da própria irmã White, olhou para ela de um jeito especial, carinhoso, como Tiago White fazia enquanto vivia, e perguntou: “Você vai fazer o que estou lhe pedindo, Ellen? Não irá negligenciar todos esses cuidados? Deus sabe de tudo, mas esse pessoal da igreja nunca irá reconhecer nossos sacrifícios. Lamento ter-me envolvido tanto, com prejuízo para a nossa saúde… Deus não queria que fizéssemos tudo que fizemos sozinhos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico e ter ficado apenas escrevendo. Temos tanta coisa importante para dizer… Você vai fazer o que estou lhe dizendo, Ellen?”.
A Sra. White caiu em si e percebeu que era Satanás quem falava com ela? Não. Pelo contrário, a mensageira do Senhor deixou-se enganar por seus sentimentos de desamparo e saudade por causa da viuvez (provavelmente) e acabou por fazer um pacto com aquele que a enganava, apresentando-se como seu marido morto! “Bem, Tiago, agora você vai estar sempre comigo e trabalharemos juntos de novo…”.
Era o que o diabo queria ouvir! “Sabe, Ellen, eu permaneci muito tempo aqui em Battle Creek. Deveria ter ido lá para a Califórnia, mas eu quis ajudar no trabalho e nas instituições aqui de Battle Creek. Cometi um erro… E você, Ellen, você tem o coração macio e será inclinada a repetir os mesmos erros que eu fiz. Não faça isso! Sua vida deve ser usada na causa de Deus…”.
A irmã White acordou, disse que o sonho lhe parecera muito real e que, por causa dele, não sentia obrigação alguma de ir até Battle Creek. Acreditou que esse sonho, nitidamente diabólico, fosse uma mensagem divina em resposta às suas orações e entendeu-o como uma proibição de participar da reunião da Conferência Geral.
Ouviu a voz de Satanás e pensou que fosse a de Deus, embora as Escrituras afirmem:
“O homem ou mulher que sejam necromantes, ou seja, feiticeiros serão mortos; serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles.” Levítico 20:27.
“Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus.“ Deuteronômio 18:10-13.
“Para aquele que está entre os vivos há esperança; porque mais vale um cão vivo do que um leão morto. Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” Eclesiastes 9:4-6.
“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva.” — Isaías 8:19,20.
Se aquela a quem chamamos “Mensageira do Senhor” foi incapaz de resistir nessa ocasião a uma aparição satânica, o que dizer de nós, que negligenciamos o estudo da Bíblia e não buscamos contínua comunhão com o Céu, através da oração?! Quem acompanha criticamente a programação da tevê, percebe que, especialmente através das novelas da Rede Globo, nós e nossos filhos estamos sendo predispostos mentalmente a conviver com aparições de mortos-vivos num futuro muito próximo.
Essa grave falha da Sra. White, ao atribuir a Deus, mesmo depois de acordada, um sonho de evidente natureza satânica, em lugar de desacreditá-la como porta-voz de mensagens celestiais para o povo de Deus em diferentes ocasiões, pode ajudar-nos também a compreender um pouco melhor a natureza da inspiração divina dos profetas:
  1. O profeta não é uma espécie de fax, com conexão exclusiva e contínua a Deus, para receber unicamente Suas mensagens, o tempo todo. O profeta também emite mensagens contendo suas próprias opiniões e que, como nesse caso, podem até incluir heresias. Por isso, toda mensagem supostamente de origem divina deve ser provada pela Bíblia.
  2. O profeta não é infalível. Está sujeito às tentações de Satanás e pode eventualmente cometer erros, mas isso não invalida seu ministério. O apóstolo Pedro chegou a ser chamado de Satanás por Nosso Senhor Jesus Cristo, mas nem por isso deixamos de ler os conselhos inspirados de suas epístolas. 
  3. Não existem profetas 24 horas! A inspiração profética é momentânea, ocorrendo durante períodos escolhidos soberanamente por Deus, quando este necessita repassar uma mensagem específica ao povo. Nas horas restantes do dia, o profeta permanece apenas como um ser humano normal, sujeito a seus próprios pensamentos.
  4. O Diabo tenta interferir na transmissão de mensagens divinas para o profeta. Quando não consegue bloquear o contato, afastando profeta de Deus, pode tentar confundir o mensageiro com sonhos e visões mentirosas. 
Retornando ao caso específico do sonho diabólico de Ellen G. White, o episódio serve como reforço às mensagens inspiradas que ela própria transmitira, quanto às futuras simulações demoníacas de nossos entes queridos:
“Os santos precisam alcançar completa compreensão da verdade presente, a qual serão obrigados a sustentar pelas Escrituras. Precisam compreender o estado dos mortos; pois os espíritos de demônios lhes aparecerão, pretendendo ser amigos e parentes amados, os quais lhes declararão que o sábado foi mudado, bem como outras doutrinas não escriturísticas”. Primeiros Escritos, pág. 87.
“Os apóstolos, conforme personificam esses espíritos de mentira, são apresentados contradizendo o que escreveram, sob a inspiração do Espírito Santo, quando estavam na Terra. Negam a origem divina da Escritura Sagrada”. O Grande Conflito, pág. 557.
“Mediante os dois grandes erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. O Grande Conflito, pág. 588.”
“Não é difícil para os anjos maus representar tanto os santos como os pecadores que morreram, e tornar essas representações visíveis aos olhos humanos. Essas manifestações serão mais freqüentes e aparecerão desenvolvimentos de caráter mais sensacional à medida que nos aproximarmos do fim do tempo”. Evangelismo, pág. 604.
“É o mais fascinante e bem-sucedido engano de Satanás – com a intenção de atrair as simpatias daqueles que depositaram seus entes queridos na sepultura. Anjos maus vêm na forma desses entes queridos, relatam incidentes relacionados com sua vida e efetuam atos que eles realizaram enquanto viviam. Desse modo, levam as pessoas a crer que seus amigos falecidos são anjos que pairam sobre essas pessoas e se comunicam com elas. Esses anjos maus, que aparentam ser os amigos falecidos, são encarados com certa idolatria e, para muitos, suas palavras têm mais valor do que a Palavra de Deus. The Signs of the Times, 26 de agosto de 1889.
Ele [Satanás] tem poder para fazer surgir perante os homens a aparência de seus amigos falecidos. A contrafação é perfeita; a expressão familiar, as palavras, o tom da voz, são reproduzidos com maravilhosa exatidão. (…) Muitos serão defrontados por espíritos de demônios personificando parentes ou amigos queridos, e declarando as mais perigosas heresias. Estes visitantes apelarão para os nossos mais ternos sentimentos de simpatia, efetuando prodígios para apoiarem suas pretensões. O Grande Conflito, págs. 552 e 560.

Satanás Personifica a Cristo

“O inimigo está-se preparando para enganar o mundo inteiro por seu poder operador de milagres. Ele pretenderá personificar os anjos de luz, personificar a Jesus Cristo”. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 96.
“Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão eles quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalado então por suas deturpações – professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo?” Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 394. — Eventos Finais, págs. 156-157, 161-162 (versão digital).


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Não há Segurança para os ímpios – Jonathan Edwards

07:16 Posted by Unknown No comments

Nem por um momento há segurança para os ímpios, pois não há meio visível de morte ao alcance. Não há segurança para o homem natural, que hoje tem saúde e não vê por qual meio deveria agora sair imediatamente do mundo através de qualquer acidente, não havendo perigo visível sob qualquer aspecto em suas circunstâncias. A múltipla e ininterrupta experiência do mundo em todos os séculos mostram que esta não é evidência de que o homem não está na beira da eternidade e que o próximo passo não será no outro mundo. A invisível e não premeditada forma das pessoas saírem do mundo são inumeráveis e inconcebíveis. Os homens não-convertidos andam sobre a cova do inferno numa cobertura podre, havendo incontáveis lugares fracos nesta cobertura que não suportarão o peso — e tais lugares não são visíveis.

As setas da morte voam invisíveis ao meio-dia; a visão mais aguçada não as pode discernir. Deus tem tantas maneiras inescrutáveis e diferentes de tirar os ímpios do mundo e de os enviar ao inferno que não há nada que indique que Deus tenha necessidade de estar às custas de um milagre, ou de sair do curso ordinário da sua providência para, a qualquer momento, destruir o ímpio. Todos os meios que há para os pecadores saírem do mundo estão nas mãos de Deus e estão de tal maneira universal e absolutamente sujeitos ao seu poder e determinação que não dependem nem da mera vontade de Deus se os pecadores vão a qualquer momento para o inferno, mais do que se nunca fossem usados ou estivessem relacionados com o caso.

A prudência e cuidado dos homens naturais em preservar a própria vida, ou cuidar dos outros para os preservar, não lhes garante um momento sequer. Para isso, a providência divina e a experiência universal também dão testemunho. Há a evidência clara de que a própria sabedoria dos homens não é garantia de livramento da morte. Se fosse, veríamos a diferença entre os sábios e prudentes do mundo, e os outros com respeito à propensão à morte prematura e inesperada. Mas como é de fato? "E como morre o sábio, assim morre o tolo!" (Ec 2.16).

Os esforços e maquinações que todos os ímpios usam para escapar do inferno, enquanto continuam rejeitando a Cristo e, assim, permanecem ímpios, nem por um momento os livra do inferno. Quase todo homem natural que ouve falar do inferno exalta-se de que escapará dele. Ele depende de si para segurança própria. Ele se gloria no que faz, ou no que pretende fazer. Toda pessoa projeta meios na mente sobre como evitar a condenação ao inferno, se gaba de ter maquinado bem para si e que suas manobras não falharão. Eles ouvem, de fato, que há poucos que se salvam e que a maioria dos homens que morreram antes foi para o inferno. Mas cada um imagina que dispõe de melhores meios para a própria fuga do que os outros. Ele não pretende ir àquele lugar de tormento. Ele fala para ele mesmo que pretende ser eficiente em seus cuidados e engendrar meios para não fracassar.

Mas os tolos filhos dos homens se iludem miseravelmente em seus esquemas e na confiança da própria força e sabedoria. Andam confiando em nada mais que sombra. Muitos daqueles que antes viviam por meio da graça e que hoje estão mortos, foram indubitavelmente para o inferno — não porque eles não eram tão sábios quanto os que agora vivem, não porque eles não projetaram meios para garantir a própria fuga. Se pudéssemos falar com eles e lhes perguntar, um por um, se eles algum dia esperavam, quando vivos que ouviam falar do inferno, ser objetos dessa miséria, nós, sem dúvida, ouviríamos uma resposta mais ou menos assim: "Não, nunca quis vir para cá. Tinha engendrado muitas outras maneiras em minha mente de me livrar disso. Pensei que tinha planejado bem. Pensei que meu esquema fosse bom. Pretendi ser eficiente em meu cuidado, mas me sobreveio inesperadamente. Não olhei para esta- situação naquela época e dessa maneira. Veio como ladrão. A morte me burlou. A ira de Deus foi muito rápida para mim. Maldita tolice a minha! Eu me gabava e me iludia com sonhos vãos do que faria no outro mundo. Enquanto eu falava: Paz e segurança, me sobreveio súbita destruição".

Deus se sujeitou a si mesmo sem obrigação, sob qualquer promessa, manter o homem natural fora do inferno por um momento. Deus seguramente não fez promessa de vida eterna, ou de libertação, ou de preservação da morte eterna, mas o que está contido no concerto da graça, as promessas que foram dadas em Cristo, em cujas promessas são baseadas em sim e amém. Mas certamente eles não têm interesse nas promessas do concerto da graça, pois não são filhos do concerto, não crêem em nenhuma das promessas e não se interessam pelo Mediador do concerto.

De forma que por mais que alguns imaginem e projetem acerca das promessas feitas aos homens naturais que buscam e interpelam seriamente, está claro e manifesto que todo o esforço que o homem natural faz em religião e por mais que toda a oração que se faça até que se que creia em Cristo, não está de forma alguma sob a obrigação de Deus guardá-lo da destruição eterna.

De maneira que é assim que os homens naturais são segurados na mão de Deus acima da cova do inferno. Eles mereceram o inferno incandescente e já estão sentenciados. Deus é horrivelmente provocado. Sua ira contra eles é tão grande quanto os que de fato sofrem a execução da ferocidade de sua ira no inferno, e eles não fizeram nada para pelo menos aplacar ou enfraquecer essa ira, nem está Deus no mínimo sujeito por promessa, guardá-los um momento sequer. O Diabo espera por eles, o inferno escancara a boca para eles, as chamas se juntam e flamejam sobre eles e de bom grado os agarram e os engolfam. O fogo contido nos seus corações se debate para incandescer. Eles não têm interesse em um Media-dor, não há meios ao alcance que lhes possa servir de segurança. Em suma, eles não têm refúgio, nada a que se agarrar. Tudo que os preserva a cada momento é a mera vontade arbitrária e a misericórdia não obrigatória e não ligada ao concerto de um Deus irado.

Erros Teológicos na Doutrina Armínio-Wesleyana: Santificação

07:03 Posted by Unknown No comments
“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...” (Hb.12:14).

A santificação é uma obra do Espírito Santo no coração dos regenerados. O Novo Testamento afirma que todos os que estão em Cristo Jesus são potencialmente santos pelo sacrifício de Cristo: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb.10:10). Cristo é a nossa santificação (cf. 1Co.1:30) , pois Ele satisfez plenamente a justiça de Deus por todos os nossos pecados. Não podemos, portanto, pensar erroneamente como alguns de doutrina arminio-wesleyana que já alcançamos a perfeição cristã. O apóstolo Paulo pede para que Deus santifique os crentes de Tessalônica em tudo (cf. 1Tss.5:23), se eles já estissem inteiramente santificados, se fossem crentes perfeitos não seria necessário pedir para que os mesmos procurassem ser santificados em tudo. Ser santificado em tudo é o desejo de todo o verdadeiro crente (cf. Hb.12:14). 
 
O Espírito Santo nos revela a necessidade de santidade, nos revelando a santidade de Deus; diante da santidade e grandiosidade do soberano Deus do universo enxergamos o quanto somos pecadores e enquanto mais nos aproximamos dEle, passamos a enxergamos essa pecaminosidade. O conhecimento dessa natureza corrupta, que ainda milita contra o espírito, reivindicando um direito que não lhe pertence mais, se dá através do conhecimento das Escrituras. Portanto, o Espírito Santo aplica as verdades bíblicas em nossos corações para o crescimento espiritual. “Quando Deus declara um homem justo, Ele imediatamente começa a santificá-lo” (A. W. Tozer). Ou seja, o justificado começa a ser transformado na imagem do Filho de Deus. Porém, enquanto estiver aqui nesse mundo o crente nunca alcançará a perfeição cristã como afirma os de doutrinas arminio-wesleyanas:

“Cremos que a inteira santificação é aquele acto de Deus, subsedquente à regeneração, pelo qual os crentes são libertados do pecado original, ou depravação, e levados a uma estado de inteira devoção a Deus e à santa obediência do amor tornado perfeito” (Introdução a Teologia Cristã. Casa Nazareno de Publicações, 1990: 355).

Concluo o assunto sobre santificação, citando a confissão de fé Westminster (1647) por ela definir com a maior clareza esse assunto de tão grande relevância, o qual devemos ensinar e enfatizar como fizeram os puritanos e os metodistas.

Confissão de fé Westminster - Capítulo XIII
Da santificação

I. Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo criado em si um novo coração e um novo espírito, são além disso santificados real e pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, pela sua palavra e pelo seu Espírito, que neles habita; o domínio do corpo do pecado é neles todo destruído, as suas várias concupiscências são mais e mais enfraquecidas e mortificadas, e eles são mais e mais vivificados e fortalecidos em todas as graças salvadoras, para a prática da verdadeira santidade, sem a qual ninguém verá a Deus.
I Co.1:30; At.20:32; Fp.3:10; Rm.6:5-6; Jo.17:17,19; Ef.5-26; II Ts.2:13; Rm.6:6,14; Gl.5:24; Cl.1:10-11; Ef.3:16-19; II Co.7:1; Cl.1:28; Cl.4:12; Hb.12:14.
 
II. Esta santificação é no homem todo, porém imperfeita nesta vida; ainda persistem em todas as partes dele restos da corrupção, e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável - a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.
I Ts.5:23; I Jo.1:10; Fp.3:12; Gl.5:17; I Pe.2:11.
 
III. Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam, contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence, e assim os santos crescem em graça, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.
Rm.7:23; Rm.6:14; I Jo.5:4; Ef.4:15-16; II Pe.3:18; II Co.3:18-7:1.

Amém! Que Deus seja louvado. 



A Ceia do Senhor

07:02 Posted by Unknown No comments
1 Coríntios 11:23: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão”.
A Ceia do Senhor é um ato de culto que tem a forma de uma refeição cerimonial, na qual os servos de Cristo participam do pão e do vinho, para comemorar a morte de Cristo e celebrar o novo relacionamento segundo a aliança que eles desfrutam com Deus.
“Na noite em que foi traído, nosso Senhor Jesus Cristo instituiu o sacramento de seu corpo e sangue, chamado Ceia do Senhor, para ser observado em sua igreja até o fim do mundo, para ser uma lembrança perpétua do sacrifício que em sua morte ele fez de si mesmo; para selar, aos verdadeiros crentes, todos os benefícios provenientes desse sacrifício para o seu nutrimento espiritual e crescimento nele, e seu compromisso de cumprir todos os seus deveres para com ele; e ser um vínculo e penhor de sua comunhão com ele e uns com os outros, como membros do seu corpo místico” (Confissão de Fé de Westminster, XXIX.1).
Os textos bíblicos que tratam da Ceia e nos quais se baseia a declaração acima são: mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co 10.16-21; 11.17-34. O sermão de Jesus (Jo 6.35-38) a respeito de si mesmo como o pão da vida e da necessidade de alimentar-se dele, comendo a sua carne e bebendo o seu sangue, foi pregado antes da instituição da Ceia e é melhor entendido como tratando daquilo que a Ceia significa, ou seja, a comunhão com Cristo pela fé, ao invés da Ceia em si.
Nos tempos da Reforma, questões a respeito da natureza da presença de Cristo na Ceia e da relação da Ceia com sua morte vicária foram assunto de intensa controvérsia. A Igreja Católica Romana ensina que Cristo está presente na Ceia pela transubstanciação, como definida pelo Quarto Concílo Lateranense em 1215. “Transubstanciação” significa que a substância do pão e do vinho é miraculosamente transformada em corpo e sangue de Cristo. O pão e o vinho não são mais pão e vinho, embora pareçam ser. A doutrina de Lutero, depois chamada de “consusbtanciação”, ensina que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes “em, com e sob” a forma de pão e vinho, que, em si mesmos, permanecem sendo pão e vinho. As Igrejas Ortodoxas Orientais e algumas Igrejas Anglicanas têm uma crença semelhante. Zuínglio negou que o Cristo glorificado, agora no céu, esteja presente de qualquer modo que palavras tais como “corporalmente”, “fisicamente” ou “localmente” possam sugerir. Calvino ensinou que, enquanto o pão e o vinho permanecem imutáveis, o Espírito eleva o crente através da fé, para gozar da presença de Cristo de um modo que é glorioso e real, ainda que indescritível.
Todos os Reformadores insistiram no fato de, na Mesa de Comunhão, darmos graças a Cristo pela obra da expiação acabada e aceita. Denunciaram a doutrina Católica Romana da Missa, porquanto nela se dizia que o sacrifício da cruz é repetido, renovado, ou reapresentado de um modo que obscurecia a sua suficiência.
A Ceia do Senhor tem uma referência passada à morte de Jesus e tem uma referência presente à nossa participação corporativa em Cristo, mediante a fé. E tem uma referência futura pelo fato de ser uma garantia da sua segunda vinda. Encoraja o fiel em sua caminhada diária e em sua expectação. Esse serviço de culto, no qual os cristãos recordam o sofrimento que Cristo suportou por eles, é uma marca distintiva da religião cristã por todo o mundo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O que diz a Bíblia a respeito do sexo antes do casamento/sexo pré-matrimonial?

09:38 Posted by Unknown No comments
Resposta: Junto a todos os outros tipos de imoralidade sexual, o sexo antes do casamento, ou sexo pré-matrimonial é repetidamente condenado nas Escrituras (Atos 15:20; Romanos 1:29; I Coríntios 5:1; 6:13,18; 7:2; 10:8; II Coríntios 12:21; Gálatas 5:19; Efésios 5:3; Colossenses 3:5; I Tessalonicenses 4:3; Judas 1:7). A Bíblia defende e encoraja a abstinência antes do casamento. Sexo antes do casamento é tão errado quanto o adultério ou outras formas de imoralidade sexual, porque todos envolvem relações sexuais com alguém com quem você não é casado. Sexo entre marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13:4).

Por muitas razões o sexo antes do casamento tornou-se algo tão comum. Muito freqüentemente nós focalizamos no aspecto de “recreação” do sexo, sem reconhecer o aspecto de “recriação”. É isso mesmo, o sexo dá prazer. Assim Deus fez o sexo. Ele quer que homens e mulheres tenham satisfação com o sexo (dentro dos limites do casamento). Entretanto, o primeiro propósito do sexo não é o prazer, mas a reprodução. Não é para nos privar de ter prazer que Deus proíbe o sexo antes do casamento, mas para nos proteger de uma gravidez indesejada e filhos nascidos de pais que não os querem ou não estão preparados para eles. Imagine como o nosso mundo seria muito melhor se todos seguissem os padrões de Deus a respeito do sexo: menos doenças sexualmente transmissíveis, menos mães solteiras, menos gravidezes indesejadas, menos abortos, etc. A abstinência é a única diretriz de Deus a respeito do sexo antes do casamento. A abstinência salva vidas, protege bebês, valoriza as relações sexuais, e principalmente, honra a Deus.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Os Decretos de Deus Arthur W. Pink

19:39 Posted by Unknown No comments

O decreto de Deus é Seu propósito ou determinação com respeito às coisas futuras. Usamos o singular, como o fazem as Escrituras (Romanos 8:28; Efésios 3:11), porque houve somente um ato de Sua mente infinita acerca das coisas futuras. Entretanto, nós falamos como se houvesse muitos, porque as nossas mentes só conseguem pensar em ciclos sucessivos, conforme surgem os pensamentos e as ocasiões, ou com referência a vários objetos do Seu decreto, os quais, sendo muitos, parecem-nos requerer um propósito diferente para cada um deles. O entendimento infinito de Deus não avança passo a passo, ou de etapa a etapa. "Conhecidas por Deus são todas as Suas obras desde a eternidade" (Atos 15:18 versão autorizada KJ, 1611).
As Escrituras fazem menção dos decretos de Deus em muitas passagens, empregando vários termos. A palavra "decreto" acha-se no Salmo 2:7, etc. Em Efésios 3:11 lemos a respeito do Seu "eterno propósito". Em Atos 2:23, do "... determinado conselho e presciência de Deus... ". Em Efésios 1:9, do "... mistério da sua vontade...”. Em Romanos 8:29 lemos que Ele também "predestinou". Em Efésios 1:9, sobre "o seu beneplácito". Os decretos de Deus são denominados Seu "conselho" para significar que são consumadamente sábios. São chamados Sua "vontade" para mostrar que Ele não estava sob nenhum outro domínio, mas agiu de acordo com o Seu beneplácito. Quando a norma de conduta de uma pessoa é a sua vontade, geralmente é caprichosa e irrazoável. Mas nos procedimentos divinos a sabedoria está sempre associada com a "vontade" e, por conseguinte, os decretos de Deus são descritos como sendo "o conselho da sua vontade" (Efésios 1:11).
Os decretos de Deus se relacionam com todas as coisas futuras, sem exceção: o que quer que seja feito no tempo, foi pré-ordenado antes de iniciar-se o tempo. O propósito de Deus dizia respeito a todas as coisas, grandes e pequenas, boas e más, conquanto, com referência a estas, devemos ter o cuidado de afirmar que, se bem que Deus é o Ordenador e Controlador do pecado, não é o seu Autor do mesmo modo como é o Autor do bem. O pecado não poderia proceder de um Deus santo por criação direta e positiva, mas somente por permissão decretatória e ação negativa. O decreto de Deus é tão abrangente como o Seu governo, estendendo-se a todas as criaturas e a todos os eventos.
Relaciona-se com a nossa vida e com a nossa morte, com o nosso estado no tempo, bem como na eternidade. Como Deus faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade, ficamos sabendo por Suas obras em que consiste (ou consistiu) o Seu conselho, assim como julgamos a planta de um arquiteto inspecionando o edifício que foi construído sob sua direção.
Deus não decretou meramente criar o homem, colocá-lo na terra, e depois deixá-lo entregue à sua própria direção descontrolada; antes, fixou todas as circunstâncias do destino dos indivíduos, e todas as particularidades que a história da raça humana compreende, desde o seu início até o seu fim. Ele não decretou simplesmente o estabelecimento de leis gerais para o governo do mundo, mas dispôs a aplicação dessas leis a todos os casos particulares. Os nossos dias estão contados, como contados estão os cabelos das nossas cabeças. Podemos entender a extensão dos decretos divinos pelas distribuições providenciais, mediante as quais eles são executados. Os cuidados de Deus alcançam as criaturas, mais insignificantes e os mais diminutos eventos, como a morte de um pardal e a queda de um fio de cabelo.
Consideremos agora algumas das propriedades dos decretos divinos. Em primeiro lugar, são eternos. Supor que sequer um deles foi ditado dentro do tempo, é supor que ocorreu algum novo acontecimento, surgiu algum evento imprevisto ou alguma combinação imprevista de circunstâncias, que induziu o Altíssimo a idealizar uma nova resolução. Isto favoreceria a idéia de que o conhecimento de Deus é limitado e que Ele vai ficando mais sábio conforme o tempo avança — o que seria uma horrível blasfêmia. Ninguém que creia que o entendimento divino, é infinito, abrangendo o passado, o presente e o futuro, jamais admitirá a errônea doutrina de decretos temporais. Deus não ignora os eventos futuros que serão executados por volições humanos; Ele os predisse em inúmeros casos, e a profecia não é nada menos do que a manifestação da Sua presciência eterna. As Escrituras afirmam que os crentes foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), sim, que foi então que a “graça” lhes foi dada (2 Timóteo 1:9).
Em segundo lugar, os decretos de Deus são sábios? A sabedoria é evidenciada na seleção dos melhores fins possíveis e dos meios mais apropriados para cumpri-los. Pelo que conhecemos dos decretos de Deus, é evidente que lhes pertence esta característica. Eles se nos revelam por sua execução, e toda evidência de sabedoria nas obras de Deus é prova da sabedoria do plano segundo o qual eles são realizados. Como declara o salmista, "O Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as cousas fizeste com sabedoria..." (Salmo 104:24), Na verdade, só podemos observar uma pequeníssima parte delas, mas devemos proceder aqui como fazemos noutros casos, e julgar o todo pela amostra, o desconhecido pelo conhecido. Aquele que percebe o funcionamento admiravelmente engenhoso das partes de uma máquina que teve oportunidade de examinar, será naturalmente levado a crer que as outras partes são de igual modo admiráveis. Da mesma maneira, devemos persuadir nossas mentes quanto às obras de Deus quando nos invadem dúvidas, e repelir as objeções acaso sugeridas por alguma coisa que não podemos conciliar com as nossas noções do que é bom e sábio. Quando alcançarmos os limites do finito e contemplarmos os misteriosos domínios do infinito, exclamemos: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus..." (Romanos 11:33).
Em terceiro lugar, são livres. "Quem guiou o Espírito do Senhor? E que conselheiro o ensinou? Com quem tomou conselho, para que lhe desse entendimento, e lhe mostrasse as veredas do juízo e lhe ensinasse sabedoria, e lhe fizesse notório o caminho — da ciência?" (Isaías 40:13-14). Deus estava sozinho quando elaborou os Seus decretos, e as Suas determinações não foram influenciadas por nenhuma causa externa. Ele era livre para decretar ou não, e para decretar uma coisa e não outra. É preciso atribuir esta liberdade Àquele que é supremo, independente e soberano em tudo que faz.
Em quarto lugar, são absolutos e incondicionais. Sua execução não depende de qualquer condição que se pode ou não cumprir. Em cada caso em que Deus tenha decretado um fim, decretou também todos os meios para esse fim. Aquele que decretou a salvação dos Seus eleitos, também decretou produzir fé neles, (2 Tessalonicenses 2:13). “... O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" (Isaías 46:10); mas não poderia ser assim, se o Seu conselho dependesse de uma condição que não pudesse ser cumprida. No entanto Deus “... faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade" (Efésios 1:11).
Lado a lado com a imutabilidade e invencibilidade dos decretos de Deus, as Escrituras ensinam claramente que o homem é uma criatura responsável e que tem que responder por suas ações E se as nossas idéias se formam com base na Palavra de Deus a defesa de um daqueles ensinos não levará à negação do outro (Reconhecemos sem reserva que há real dificuldade em definir onde um termina e o outro começa) Sempre acontece isto quando há uma conjunção do divino e do humano. A verdadeira oração é ditada pelo Espírito e, não obstante, é também o clamor do coração humano. As Escrituras são a Palavra de Deus inspirada, mas foram escritas por homens que eram algo mais que máquinas nas mãos do Espírito. Cristo é Deus e homem. Ele e onisciente, mas crescia em sabedoria (Lucas 2:52). É todo-poderoso, porém "... foi crucificado por fraqueza..." (2 Coríntios 13:4). É o Príncipe da vida e, contudo, morreu. Mistérios profundos são estes, mas a fé os recebe sem contestação.
Tem-se assinalado muitas vezes no passado que toda objeção contra os decretos eternos de Deus aplica-se com igual intensidade contra a Sua eterna presciência. "Se Deus decretou ou não todas as coisas que acontecem, aqueles que admitem a existência de Deus reconhecem que Ele sabe de antemão todas as coisas. Pois bem é evidente que se Ele conhece de antemão todas as coisas, Ele as aprova ou não as aprova, isto é, ou quer que se realizem, ou não quer. Mas querer que se realizem é decretá-las” (Jonathan Edwards).
Finalmente, procure-se supor e depois contemplar o oposto. Negar os decretos divinos seria proclamar um mundo, e tudo que se relaciona com ele, regulado somente por acaso ou por destino cego. Então, que paz, que segurança, que consolo haveria para os nossos pobres corações e mentes? Que refúgio haveria para onde fugir na hora da necessidade e da provação? Nada disso haveria. Não haveria nada menos que as densas trevas e o abjeto horror do ateísmo. Oh meu leitor, quão agradecidos devemos estar porque tudo está determinado pela infinita sabedoria e bondade de Deus! Quanto louvor e gratidão devemos a Ele por Seus decretos! Graças a estes "... sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto" (Romanos 8.28). Podemos muito bem exclamar: “... glória pois a ele eternamente. Amém" (Romanos 11:36).


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Nossa Vontade Não É Realmente Livre por A. W. Pink

05:51 Posted by Unknown No comments
"Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" (Filipenses 2:13)
Muitas pessoas dizem que o homem tem "livre arbítrio". Elas dizem que podemos escolher por nós mesmos acreditar ou não no Senhor Jesus. Nos dizem que temos em nós mesmos a capacidade para aceitar ou rejeitar a Cristo.
Porém a Bíblia não ensina isso. Rm 3:11 diz que ninguém deseja buscar a Deus. é verdade que a Bíblia diz que quem quiser pode vir a Cristo, mas isto não significa que os homens possuam a capacidade de vir.
De fato, a Bíblia diz claramente que ninguém tem a capacidade de vir a Cristo. (Veja, por exemplo, João 6:44, 65). Romanos 8:7 nos diz que a nossa natureza caída está em inimizade contra Deus. João 15:18 diz que o mundo odeia em forma natural a Deus. leia estes versículos por si mesmo e veja que isto é bíblico.
Fica claro então que a Bíblia diz que as nossas vontades não são realmente livres. Não somos livres para escolher se vamos receber a Cristo como nosso Salvador ou não. Em realidade, longe de sermos livres ou neutrais, a nossa vontade é escrava de outras coisas.
Mas, o que é a nossa vontade? A vontade é a capacidade de escolher entre uma coisa e outra, ou entre mais alternativas. Mas algo sempre influi na eleição, que nos faz decidir em prol de uma ou em contra de outra alternativa. Isto significa que a nossa vontade é como uma serva daquelas coisas que influem em sua decisão. Portanto, a nossa vontade não pode ser livre.
Quais são as coisas que influem em nossa vontade para que escolha entre uma coisa ou outra? Isso depende de que tipo de pessoas sejamos; ou seja, depende de nossa natureza e caráter. Em algumas pessoas esta influência pode ser a razão, e em outras poderia ser a consciência ou as emoções, ou poderia ser Satanás ou o Espírito Santo. Qualquer destas coisas que tenha mais influência sobre a pessoa é o que em verdade controla a sua vontade. Então, enquanto muitos dizem que é a vontade do homem o que o governa, a Bíblia ensina que é a sua natureza interna a que o controla. A Bíblia chama esta natureza interior "o coração". É o nosso coração (nossa natureza interior) o que influencia a nossa vontade.
Portanto, quando alguém realiza uma eleição, fará o que agrada a seu coração. Se um pecador tem que escolher entre uma vida de bondade e de santidade e uma vida de pecado e egoísmo, escolherá a vida de pecado. Por que? Porque isso é o que agrada a seu coração. Seu coração (seu "eu" interior) é pecaminoso. Lembre-se, a vontade do homem (sua capacidade de escolha) está controlada pelo seu coração pecaminoso.
A Bíblia ensina que os nossos corações são por natureza pecaminosos e que por natureza odiamos a Deus. Devido a isso, as nossas vontades inclinam-se naturalmente para a maldade, já que as nossas vontades são controladas pelos nossos corações pecaminosos. E já que nunca somos forçados a pecar em contra de nossa vontade, existe um sentido em que podemos dizer que as nossas vontades são "livres". Como pessoas somos livres de fazer o que nos dá prazer, mas porque somos pecadores, gostamos sempre é de pecar. Isto é semelhante a um homem que sustém um livro em sua mão e depois o deixa cair. O livro é agora livre, mas naturalmente cai no chão. O homem que o soltou não o tem forçado a cair no chão: aí caiu. Do mesmo modo, ninguém força o pecador a pecar; ele peca naturalmente porque a sua natureza pecaminosa controla a sua vontade. Ele escolhe pecar livre e deliberadamente, mas sempre escolhe pecar porque a sua natureza é pecaminosa.
O pecado tem afetado cada parte da natureza do homem, ou seja: a sua mente, suas emoções e sua vontade. O homem é totalmente depravado e isso não é difícil de provar. Não temos que discutir acerca da natureza pecaminosa do homem, já que nenhuma pessoa pode guardar as normas que ela impõe a si mesma. Também não pode fazer as coisas boas que deseja realizar, nem muito menos as coisas que agradam a Deus (é por isso que a Escritura declara: "Não há um justo, nem um sequer" (Romanos 3:10). Isto mostra claramente que o homem não é livre, senão que está controlado pelo pecado e por Satanás. O pecado tem penetrado em cada parte de nossa natureza humana. Por natureza não queremos realizar a vontade de Deus, e também não desejamos amá-Lo. O pecado tem entrada em cada parte de nós, incluindo as nossas vontades. Nossas vontades não são livres.
De igual maneira como as outras partes de nosso ser, a vontade é governada pelo pecado e está em oposição a Deus. Sendo assim, não é correto dizer que o homem é capaz de escolher amar e obedecer a Deus, porque em realidade a vontade não deseja obedecer a Deus em absoluto. Também não é correto dizer que os homens têm que fazer "a sua parte" na salvação de si mesmos. Um homem morto não pode fazer nada para salvar a si mesmo, e a Bíblia nos diz que os homens estão mortos a causa de sua desobediência e pecado. Somente Deus pode mudar a nossa natureza pecaminosa de modo que cheguemos a amá-Lo e obedecê-Lo (Romanos 8:7-8; 1 Coríntios 2:14; João 6:44, 65; João 3:1-9; Efésios 4:17-19; Efésios 2:1-10; João 8:34, 44; Gênesis 6:5; Eclesiastes 9:3; Jeremias 17:9; Marcos 7:21-23; Isaias 53:6 y 64:6; Jó 14:4; Jeremias 13:23, etc.).
Temos aprendido que Deus tem o controle de todas as coisas. Deus o Pai escolheu salvar a certas pessoas de seus pecados. Jesus Cristo morreu para salvá-los e o Espírito Santo lhes dá vida espiritual. Na salvação de seu povo e em seu controle de todas as coisas, Deus opera de acordo com Seu propósito determinado. Nenhuma pessoa pode escolher se será salva ou não, porque a sua vontade é por natureza má e não deseja o que é bom. Ou seja, se Deus deixara liberados a todos nós aos desejos de nossa própria natureza, então nenhum seria salvo, mas todos perdidos. Só Deus pode realizar que uma pessoa deseje ser salva de seus pecados.
Muitas pessoas desejam escapar das conseqüências de seus pecados, mas ninguém por natureza quer deixar o pecado, nem ser salvo de seu controle e domínio. É por isso que a Bíblia ensina que o arrependimento e a fé são dons que Deus concede só aos seus escolhidos (2 Timóteo 2:24-26; Atos 5:31 y Atos 13:48; Filipenses 1:29 y 2:13-14; Tiago 1:18; 1 Coríntios 3:5; Romanos 12:3; Atos 16:14).


Leia mais: http://www.eleitosdedeus.org/livre-arbitrio/nossa-vontade-nao-e-realmente-livre-a-w-pink.html#ixzz18ey0mAvm

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O Cânon das Escrituras

06:59 Posted by Unknown No comments


Geralmente pensamos na Bíblia como um livro grande. Na verdade, trata-se de uma pequena biblioteca composta de 66 livros individuais. Juntos, tais livros com­põem o que chamamos cânon da Escritura Sagrada. O termo cânon deriva-se de uma palavra grega que significa "vara de medir", "padrão", ou "norma". His­toricamente, a Bíblia tem sido a regra autoritativa de fé e prática na Igreja.

Com referência aos livros que compõem o Novo Testamento, existe com­pleto acordo entre católicos romanos e protestantes. Existe, entretanto, forte divergência entre os dois grupos sobre o que deveria ser incluído no Antigo Tes­tamento. Os católicos romanos consideram os livros chamados apócrifos como sendo canônicos, enquanto o protestantismo histórico não os considera. (Os livros apócrifos foram escritos depois que o Antigo Testamento já estava com­pleto e antes que começasse o Novo Testamento.) O debate concernente aos apócrifos concentra-se na questão mais ampla do que era considerado canônico pela comunidade judaica. Existem fortes evidências de que os apócrifos não eram incluídos no cânon palestino dos judeus. Por outro lado, tudo indica que os judeus que viviam no Egito teriam incluído tais livros (traduzidos para o grego) no cânon alexandrino. Evidências recentes, entretanto, lançam dúvidas sobre isso.

Alguns críticos da Bíblia argumentam que a Igreja não tinha a Bíblia como tal até quase o início do quinto século. Isso, porém, é uma distorção de todo o processo do desenvolvimento canônico. A Igreja reuniu-se em concilio em várias ocasiões nos primeiros séculos para decidir as disputas sobre quais livros per­tenciam propriamente ao cânon. O primeiro cânon formal do Novo Testamento foi criado pelo herege Marcião, o qual produziu sua própria versão expurgada da Bíblia. Para combatê-lo, a Igreja descobriu que era preciso declarar qual o conteúdo exato do Novo Testamento.

Embora a grande maioria dos livros que atualmente se acham incluídos no Novo Testamento claramente funcionava com autoridade canônica desde que foram escritos, houve alguns poucos livros cuja inclusão no cânon do Novo Tes­tamento foi muito debatida. Esses livros incluíam Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse.

Houve também vários livros que disputavam a condição de canônicos, mas que não foram incluídos. A maioria esmagadora desses livros compunha-se de obras espúrias escritas por hereges gnósticos do século II. Tais livros nunca receberam uma consideração séria. (Esse ponto é menosprezado pelos críticos que alegam que mais de dois mil volumes resultaram numa lista de 27. Daí eles perguntam: "Quais são as probabilidades de que os 27 selecionados sejam os corretos?") De fato, apenas dois ou três livros que não foram incluídos no cânon foram realmente levados em consideração. Foram estes: 1 Clemente, O Pastor de Hermas e O Didaquê. Estes livros não foram incluídos no cânon das Escritu­ras porque não foram escritos por apóstolos e os próprios autores reconhece­ram que a autoridade deles estava subordinada aos apóstolos

Alguns cristãos ficam preocupados com o fato de que houve um proces­so de seleção histórica. Ficam perturbados com a dúvida: "Como podemos sa­ber que o cânon do Novo Testamento inclui os livros certos?" A teologia tradici­onal católica romana responde a essa pergunta apelando para a infalibilidade da igreja. A igreja então é vista como "criadora" do cânon, tendo, portanto, a mes­ma autoridade que a própria Bíblia. O protestantismo clássico nega que a igreja seja infalível e também que ela "tenha criado" o cânon. A diferença entre o cato­licismo romano e o protestantismo pode ser resumida da seguinte maneira:

Visão do Catolicismo Romano.
O Cânon é uma coleção infalível de livros infalíveis.

Visão do Protestantismo Clássico.
O Cânon é uma coleção falível de livros infalíveis.

Visão dos Críticos Liberais.
O Cânon é uma coleção falível de livros falíveis.

Embora os protestantes creiam que Deus teve um cuidado especial e providencial para assegurar que os livros certos fossem incluídos, nem por isso consideram que ele tenha tornado a igreja infalível. Os protestantes também lem­bram aos católicos romanos que a igreja não "criou" o cânon A igreja identifi­cou, reconheceu, recebeu e se submeteu ao cânon das Escrituras. O termo usa­do pela igreja em Concilio foi "recipimus", que significa "nós recebemos".

Qual foi o critério de avaliação dos livros? As assim chamadas marcas de canonicidade incluíam o seguinte: 1. Tinham de ter autoria ou endosso apostólico; 2 Tinham de ser recebidos como autoritativos pela igreja primitiva; 3. Tinham de estar em harmonia com os livros a respeito dos quais não havia dúvidas.

Embora numa época de sua vida Martinho Lutero tenha questionado a canonicidade de Tiago, posteriormente mudou de opinião. Não existe nenhuma razão séria para se ter um mínimo de dúvida de que os livros atualmente incluídos no cânon do Novo Testamento não sejam os verdadeiros.